Festival Imersivo 2026
Festival Imersivo 2026 (5ª Edição)09 a 11 de Outubro de 2026 | Lisboa Incomum
Programa
- 18h00-Inauguração da instalação em realidade virtual desenvolvida por Ricardo Almeida [Prémio 3ª edição Residência Artística Artes Tecnológicas e Multimédia, programa promovido pela Direção Municipal de Cultura através da Divisão de Ação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa]
- 19h30-Concerto Hugo Vasco Reis & Trevor McTait
- 14h00-17h00- Instalação em realidade virtual desenvolvida por Ricardo Almeida [Prémio 3ª edição Residência Artística Artes Tecnológicas e Multimédia, programa promovido pela Direção Municipal de Cultura através da Divisão de Ação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa]
- 18h00- Mesa Redonda - "Electroacoustic Music and beyond"
- 19h30-Concerto
- 14h00-17h00- Instalação em realidade virtual desenvolvida por Ricardo Almeida [Prémio 3ª edição Residência Artística Artes Tecnológicas e Multimédia, programa promovido pela Direção Municipal de Cultura através da Divisão de Ação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa]
- 18h00- Mesa Redonda - "A minha voz é a tua voz"
- 19h30-Concerto
Programa
Jaime Reis: Fluxus, Transitional Flow (2013), para viola d'arco e electrónica
Eduardo Luís Patriarca: Un Souffle, Le Rêve (2005), para viola d'arco
Hugo Vasco Reis: Re-Memory I* (2025/2026), para viola d'arco e electrónica
João Pedro Oliveira - Pulses** (2025), acusmática
Miguel Azguime: Dedans-Dehors (2018), para viola d'arco
Igor C Silva: Terminus (2009), para viola d'arco e electrónica
*Estreia mundial, encomenda Projecto DME
** Encomenda DME - nova versão para sistema electroacústico imersivo em forma de cúpula - acusmática
Hugo Vasco Reis- Electrónica
Trevor McTait- Viola d'arco
Jaime Reis:Fluxus, Transitional Flow
Esta peça pertence ao ciclo Fluxus, cujas peças são inspiradas em elementos da Física e nas quais são desenvolvidos elementos musicais que se relacionam com determinados fenómenos físicos relacionados com a mecânica dos fluidos. Nesta peça em particular, encomenda do Festival Primavera, foram gravados sons de aviões do Aeroclube de Torres Vedras e utilizadas técnicas de síntese que remetessem para a ideia de um fluxo musical que parte da viola d'arco e é expandido para a electrónica, em transições que passam desde os elementos mais próximos ao material musical instrumental, como que se de um fluxo laminar (numa perspectiva física) se tratasse, até elementos mais imprevisíveis, como se de num fluxo turbulento, gerando assim um jogo constante de transições entre os diferentes materiais musicais e seus tratamentos. Foi concebida como uma peça didáctica cujas partes foram organizadas para poderem ser tocadas por alunos em níveis diferentes de modo a promover o estudo do instrumento por alunos do Ensino Artístico Especializado em práticas menos frequentes como a música electroacústica.
Hugo Vasco Reis
Hugo Vasco Reis (Lisboa, 1981) é compositor e investigador, a viver no Porto. A sua prática artística estende-se à música acústica, música electroacústica e instalações sonoras, realizando colaborações com músicos e artistas visuais, que apresentam regularmente as suas obras por toda a Europa.
A sua música está documentada num vasto catálogo de partituras e álbuns, tendo sido premiada ou selecionada em diversos concursos nacionais e internacionais.
As suas composições recentes incluem uma investigação sobre os fenómenos sonoros e de percepção, abordando agências de escuta e mediação, com o objetivo de incluir sons aparentemente silenciosos do ambiente sonoro na prática artística.
Atualmente é doutorando na University of Music and Performing Arts Graz, KUG (Áustria), como bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Estudou composição com Isabel Mundry na Zurich University of the Arts, ZHdK (Zurique, Suíça), como bolseiro da Fondation Nicati-de Luze, com Mark André e Stefan Prins na Hochschule für Musik Dresden (Dresden, Alemanha) e com António Pinho Vargas, Luís Tinoco e Sérgio Azevedo na Escola Superior de Música de Lisboa (Lisboa). Teve aulas particulares e masterclasses com os compositores Toshio Hosokawa, Chaya Czernowin, Hans Tutschku, Dieter Ammann, Franck Bedrossian, Barry Truax, Zigmunt Krauze, Åke Parmerud, Carola Bauckholt, Klaus Lang, Peter Ablinger, entre outros.
As suas obras têm sido apoiadas pelo Ministério da Cultura de Portugal, DGArtes, Antena 2, Câmara Municipal de Lisboa, SPAutores, GDA, Coro Setúbal Voz, Síntese GMC, Musicamera, Borealis Ensemble, MPMP, Duo Sigma, Arte no Tempo, ZHdK Foundation, Momento Foundation, Graf-Fonds, Gaudeamus, KWDS, Trio Elogio, GMCL, Drumming, Vertixe Sonora, Collective Lovemusic, QCC String Quartet, Trio Piazzolla Lisboa, Orchestra della Svizzera Italiana, Miso Music Portugal, RePercussion Trio, Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, Trio Funkloch e Kuratorium Aargau.
As suas partituras encontram-se editadas e disponíveis no MIC.PT – Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa.
Estudou também guitarra portuguesa no Conservatório de Música do Porto e na classe de Pedro Caldeira Cabral. É engenheiro civil, embora atualmente não exerça essa profissão.
Trevor McTait
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| Ⓒ Sofia Nunes |
Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia.
O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.
Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.
Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.
Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Projecto DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.
A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.
Bio. por Monika Streitová, flautista e Professora na Universidade de Évora;
retirada de jaimereis.pt; actualizada em Maio 2020.
Eduardo PatriarcaNascido na cidade do Porto, em abril de 1970, estudou composição e piano. Frequentou o Mestrado e Doutoramento na Universidade de Aveiro sob orientação de Isabel Soveral.
A sua escrita está ligada ao Budismo, é remanescente da Escola espectral, com uso frequente de fractais e de padrões próximos ao conceito de mantras, de onde derivam ideias de ciclos e policiclos, resultantes de um pensamento polifónico derivado das estéticas medievais e renascentistas.
Recebeu mais de 70 prémios internacionais pelas suas obras, incluindo o prestigiado Guggenheim Fellowship em 2023, bem como o Magisterium de Bourges e Prémio Giga-Hertz, o 1o Prémio no concurso Metamorphoses, o 1o Prémio no concurso Musica Nova. Foi professor na Universidade de Aveiro e na Universidade Federal de Minas Gerais.
Publicou diversos artigos em revistas nacionais e internacionais, e escreveu um livro sobre teoria analítica da música do século XX.
Adrien Moujahid: Stridor* (2025), acusmática
Alvaro Borges: Mythical Cycle III: Hephaestus on the forge (2004/05), acusmática
Pedro Pádua: Feathered Beam** (2025), para clarinete — 3.º Prémio Nano Músicos DME 2025 (Cat. Ens. Sup.), para clarinete e electrónica
Mariana Vieira: Meditação sobre a paisagem do Alentejo*** (2025)
António Sousa Dias: TêTrês (2001), acusmática
David Nguyen: The Gardens Between The Pillars**** (2025), acusmática
Carlos Caires: Limiar (2001), para clarinete e electrónica
*Prémio Fundação Annette Vande Gorne
** 3.º Prémio Nano Músicos Electroacústicos DME 2025 (Cat. Ens. Sup.)
***Encomenda do projeto “Lá nas Árvores”, do Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, uma parceria entre a Universidade de Évora, o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum — Mariana Vieira, Meditação sobre a paisagem do Alentejo
****Prémio Residência ICEM/CIME (International Confederation of Electroacoustic Music) 2023 / Residência Projecto DME / Lisboa Incomum 2025
| © Sofia Nunes |
Mariana Vieira
Mariana Vieira (Sintra, 1997) completou a licenciatura em composição e o mestrado em ensino de música na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), sob orientação de Jaime Reis.
O seu catálogo inclui música acusmática, mista e instrumental, para formações de música de câmara, ensemble, orquestra e a solo, bem como obras didácticas.
A sua música foi apresentada em festivais como Young Euro Classic e BachFest (Alemanha), L’Espace du Son (Bélgica), Crossroads e Echoes Around Me (Áustria), Monaco Electroacoustique (Mónaco), Aveiro_Síntese e Música Viva (Portugal).
Foi premiada com o “European Composer Award” (Alemanha), em 2017, com a sua peça Raiz, escrita para a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), o “Electronic Music Composition Contest” da revista Musicworks (Canadá), em 2021, e o concurso “Young Lion*ess of Acousmatic Music”, promovido pelo “The Acousmatic Project” (Áustria), em 2022.
Além da sua produção composicional, tem trabalhado em estruturas artísticas como o Projecto DME, o espaço Lisboa Incomum e a associação EMSCAN.
Enquanto bolseira da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, frequenta actualmente o Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento (especialização em Composição), na FBAUL (Universidade de Lisboa), em colaboração com o IPL/ESML, sob a orientação de Carlos Caires e de António Sousa Dias. É Professora Assistente Convidada na Escola de Artes da Universidade de Évora desde 2025.
mariana-vieira.net
| Jorge Carmona ©2024 |
Caires iniciou a sua carreira docente no Conservatório Regional de Setúbal e no Conservatório Nacional de Música (1988-1991), antes de integrar o corpo docente da ESML, em 1992. Paralelamente à composição, prosseguiu estudos em direção coral e orquestral, frequentando vários cursos de verão em Portugal e no estrangeiro. Codirigiu o Coro da Juventude Musical Portuguesa com o maestro Paulo Lourenço e, mais tarde, foi cofundador e comaestro do Coro Ricercare, até 1998. A sua música foi apresentada em festivais em Portugal, bem como em vários países europeus, nos Estados Unidos da América e na China.
São várias as instituições e agrupamentos que têm dirigido encomendas a Carlos Caires, entre elas a Fundação Calouste Gulbenkian – ACARTE, Borealis Ensemble, Câmara Municipal de Almada, Fundação Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Orchestra Sinfonica Nazionale della RAI/Centro Tempo Reale, Festival Aveiro-Síntese, Expo’98, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Lisbon Ensemble XX/XXI, Miso Music Portugal, Companhia Nacional de Bailado e RTP/Antena 2.
Entre os galardões de composição que recebeu, destacam-se o Prémio Joly Braga Santos (1995) pela peça Al Niente, o Prémio Cláudio Carneyro (1996) por Wordpainting e o Prémio ACARTE (1998, partilhado com João Madureira) por Retábulo-Melodrama. A sua produção inclui ainda bandas sonoras e design sonoro para vários filmes de animação independentes. Nas últimas duas décadas, tem estado envolvido no desenvolvimento de software especializado para música eletroacústica e composição assistida por computador. Um dos seus projetos mais significativos é o IRIN, um software de micromontagem sonora que começou a desenvolver durante a sua investigação de doutoramento no CICM (Centro de Investigação em Informática e Criação Musical da Universidade de Paris 8) e que continua a evoluir até aos dias de hoje. Mais recentemente, o seu trabalho expandiu-se para instalações audiovisuais interativas, onde explora a integração de sensores de movimento e o processamento de som em tempo real. Como educador, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de cursos e projetos de tecnologia musical, informática musical e composição assistida por computador em Portugal.
Em abril de 2025, lançou O CD duplo “Os sons em volta” (Artway Next) , com obras para formações variadas abrangendo um período de quase 20 anos.
Carlos Caires vive em Lisboa e leciona na Escola Superior de Música de Lisboa.
Daniel Teruggi: Après une réécoute de Sud (2017), acusmática
Nuno d'Eça: The Egg* [Shortened Version] (2025), para clarinete e electrónica
Ricardo Dal Farra: Sense (2018), acusmática
Jaime Reis: Corpos Sonoros II: filigrana árida (2026), acusmática
Rodrigo Sigal: Magnet (2016), para violino e electrónica
Clemens von Reusner: EREMIA (2024), acusmáticaMarta Domingues: NOVA OBRA** (2026)
*1.º Prémio Nano Músicos Electroacústicos DME 2025 (Cat. Ens. Sup.)
** Encomenda Projecto DME
Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia.
O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.
Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.
Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.
Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Festival DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.
A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.
Bio. redigida por Monika Streitová; retirada de jaimereis.pt; última actualização: Maio 2020. Monika Streitová, flautista e Professora na Universidade de Évora.



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