O Canto das Sementes II





Canto das Sementes

24-27 de Julho de 2024


Concertos:

24 Julho de 2024, 19h30 | Lisboa Incomum (concerto com repertório do Ensemble Barcelona Modern)

25 Julho de 2024, 19h30 | Lisboa Incomum (concerto com as peças dos alunos)

27 Julho de 2024, 16h30 | Casa Municipal da Cultura de Seia (concerto com as peças dos alunos)


“O Canto das Sementes” é um projecto que reúne 4 jovens compositores em formação ou recém formados pelas 4 instituições de ensino superior com curso de composição em Portugal (ESMAE - Porto, ESML - Lisboa, Universidade de Aveiro e Universidade de Évora): Mafalda Silva (UÉ), Tiago Jesus (ESML), João Coimbra (UA) e David Teixeira da Silva (ESMAE).

Estes artistas emergentes são orientados pelo compositor Jaime Reis, que actuar simultaneamente como compositor e tutor deste projecto, para a criação de um espectáculo único sob uma janela de oportunidade de contacto com o panorama musical internacional. Pretendemos fomentar o germinar das novas gerações de criadores através de uma plataforma que fomenta a sua projecção internacional, passando a ter o seu repertório nas mãos de um grupo internacional que realiza concertos regulares na europa central e que procura novas peças para a sua formação instrumental.

Para a edição de 2024, o convidados serão o ensemble Barcelona Modern, que acompanharão os alunos em sessões telemáticas e que virão a Portugal para uma residência com os 5 artistas (4 jovens e um tutor), no espaço Lisboa Incomum, onde as obras serão estreadas, ensaiadas e gravadas.


Barcelona Modern

Clara Saleiro, flauta
Xavi Castillo, clarinete
Nacho Gascón, saxofone
Léo Belthoise, violino
Carolina Santiago Martínez, piano
Francisco Martí, piano
Xavier Pagès-Corella, director musical
Demian Luna, director artístico 


24 Julho de 2024, 19h30 | Lisboa Incomum: Programa

Benet CasablancasDues peces per a saxo i piano (1996/2000) [ca. 10’ 30’’] **

Demian LunaLa luz al refugio (2022) [ca. 7’] **
para flauta solo

Yann Robin: Schizophrenia (2006) [ca. 15’] **
para clarinete e saxofone soprano

Hèctor Parra: Andante sospeso (2003) [ca. 6’] **
para flauta e piano

Jaime Reis: Sangue Inverso: Quartzo (2020) [ca. 8’]
para flauta, saxofone, violino e piano


25 Julho de 2024, 19h30 | Lisboa Incomum: Programa

Mafalda Silva: acoasm (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Tiago Jesus: Restless Drive (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Daniel D’AdamoFor P (1999)[ca. 7’]**
para piano solo

João CoimbraCara Sui (2024) [ca. 8’] *
para flauta alto,  clarinete baixo, saxofone alto, piano e electrónica

Hèctor Parra: Andante sospeso (2003) [ca. 6’]

David Teixeira da Silva: neve sobre olhos de ferro (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Jaime Reis: Sangue Inverso: Quartzo (2020) [ca. 8’]
para flauta, saxofone, violino e piano


27 Julho de 2024, 16h30 | Casa Municipal da Cultura de Seia: Programa

Mafalda Silva: acoasm (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Tiago Jesus: Restless Drive (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Daniel D’AdamoFor P (1999)[ca. 7’]**
para piano solo

João CoimbraCara Sui (2024) [ca. 8’] *
para flauta alto,  clarinete baixo, saxofone alto, piano e electrónica

David Teixeira da Silva: neve sobre olhos de ferro (2024) [ca. 8’] *
 para flauta, clarinete baixo, saxofone alto e piano

Demian LunaLa luz al refugio (2022) [ca. 7’] **
para flauta solo

Jaime Reis: Sangue Inverso: Quartzo (2020) [ca. 8’]
para flauta, saxofone, violino e piano


*estreia mundial, encomenda Projecto DME 2024
** estreia em Portugal


Fundado em 2004 e totalmente renovado desde 2013, quando o compositor Demian Luna assumiu sua direção artística. O trabalho destes últimos anos baseia-se principalmente na música contemporânea, tanto atual como de criação recente, e na interpretação e consequente divulgação de jovens talentos emergentes da música contemporânea espanhola e mundial, bem como de compositores consagrados: Pierre Boulez, Helmut Lachenmann, Martin Matalon, Héctor Parra, Raphaël Cendo, Kaija Saariaho, José Manuel López López, Jonathan Harvey, Benito Casablancas, Philippe Hurel, Alberto Posadas, Ramón Lazkano, Cristóbal Halfter, Gabriel Erkoreka, Luis De Pablo, etc. 
Desde 2014, é o ensemble residente do Curso Internacional de Composição Barcelona Modern, trabalhando nas obras dos compositores convidados Martin Matalon (2014/15), Héctor Parra (2015/16), Raphaël Cendo (2016/17), José Manuel López López (2017/18), Philippe Hurel (2018-19), etc... e a estreia de 15 obras de jovens compositores todos os anos, incluindo: Diego Jiménez Tamame, Frédéric Le Bel, Ariadna Alsina, Jeremías Iturra, Demian Rudel Rey, Pablo Andoni Gómez Olabarría, etc. 
Ao longo destes anos de existência, o Barcelona Modern Ensemble realizou várias estreias europeias e mundiais de obras de Anna Bofill, Demian Luna, Enrique Busto, Francisco Coll, Enrique Río, Mark Neikrug, bem como gravações em estreia mundial de obras de Leonardo Balada, Juan Guinjoan, Anna Bofill, etc. Colaboraram com a BME instrumentistas e cantores como o barítono Lluís Sintes, Antoni Comas, Josep Pieres, Marta Mathéu, Francisco Garrigosa, Evelio Tieles, Cecilio Tieles, Jordi López, a mezzo-soprano Anna Häsler, os maestros Francesc Prat, Román Revoltes, Pablo Ruso, Cesário Costa, etc. 
O ensemble actuou em locais e festivais de prestígio, incluindo: Ciclo Sampler Series do Auditório de Barcelona, Festival da primavera de Tarragona, Auditório Josep Carreras em Vila-seca, Palácio Robert em Barcelona, Auditório 400 MNCARS em Madrid, Auditório CatalunyaCaixa em La Pedrera, Sala Mompou (SGAE/Barcelona), Festival Spanien Modern 2009 e 2011 em Viena, Centro Arnold Schönberg, Instituto de Estudos Americanos de Barcelona, Fundação Joan Miró de Barcelona, Instituto Cervantes de Bremen, Festival Aujord'hui Musics de Perpignan, Teatro Nacional da Catalunha, Museu da Universidade de Navarra, Institut Français- Barcelona, Fundação Phonos, Muestra Sonora de Sueca, Festival ME_MMIX de Mallorca, Festival Turbulencias Sonoras de Montpellier, Festival Mixtur, Festival Bridges 2 Luxemburgo, etc. Formado por instrumentistas de elite especializados em repertório contemporâneo, o ensemble está a evoluir e a progredir de forma constante, sendo já uma referência da música contemporânea no país. 





Jaime Reis (n. 1983) é um compositor português. Estudou Composição e Música Electroacústica com João Pedro Oliveira, Emmanuel Nunes e K. Stockhausen. Continuou os seus estudos de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em Etnomusicologia.
O pensamento musical de Jaime Reis é informado pelo seu grande interesse pela investigação em ciências naturais e pela sua permanente atenção às tradições musicais - e, de facto, espirituais - asiáticas.
Um dos seus focos é a dinâmica das formas, forças e fluxos em música. Explora percursos polifónicos espaciais através de sistemas de som imersivos em forma de cúpula.
Outra característica marcante da sua música é a presença de conceitos complexos que sustentam a construção das suas peças, muito embora não distraindo o ouvinte da sua beleza sensível. As ideias funcionam como funções ocultas que, apesar do seu rigor intelectual, geram formas musicais voluptuosas.
Jaime Reis é professor de Composição e Música Electroacústica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) e investigador no Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa. É director artístico do Festival DME e do Lisboa Incomum, que desenvolvem uma intensa actividade de investigação e criação de música erudita contemporânea.
A sua música foi tocada em todo o mundo por ensembles e músicos como Christophe Desjardins, Pierre-Yves Artaud, Aida-Carmen Soanea, Ana Telles, ensemble Fractales, Ensemble Horizonte, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Machina Lírica, Orchestre de Flûtes Français e Aleph Gitarrenquartett.

Monika Streitová, flautista e Professora na Universidade de Évora
retirado de jaimereis.pt; última actualização: Maio 2020
fotografia: @Sofia Nunes



David Teixeira da Silva é um compositor e performer do Porto. Frequenta o Mestrado em Composição na ESMAE, com Rui Penha, depois de ter realizado a licenciatura, na mesma área e na mesma instituição, com Carlos Azevedo, Dimitris Andrikopoulos e Daniel Moreira. Recentemente, através de uma Bolsa de Criação da Digitópia, apresentou na eventual contenda de espaço, na Casa da Música, interpretada por solistas do Remix Ensemble, inserido no PEMS (Porto Electronic Music Symposium) 2023.  Venceu o segundo lugar do Concurso Internacional de Composição de Leiria (2022) e ainda apresentou uma obra no CROMA – Ciclo de Música Contemporânea de Oeiras (2023). Peças suas foram tocadas em Portugal e Países Baixos, interpretadas por vários músicos e ensembles, com destaque especial para a Orquestra Sinfónica da ESMAE, Nicholas Reed, Stephanie Wagner, Victor Pereira, Rita Marques, Rafaela Oliveira, entre outros. Fez formações e masterclasses com várias pessoas da área, nomeadamente Jonty Harrison, Dirk D’Ase, Kathy Hinde, Hainbach (Stefan Goetsch), Trond Lossius, Miguel Azguime, Carlos Guedes, entre outros. Enquanto performer participou em vários concertos, nomeadamente enquanto músico de electrónica, com destaque para várias participações no Ensemble Ecco, no ESMAE 503 e de peças suas. Nos seus tempos livres, costuma fotografar o que encontra pelo seu caminho, independentemente de serem organismos vivos ou objetos do quotidiano.

João Coimbra é um aclamado multi-instrumentista, compositor e produtor sediado no Porto. Concluiu o Mestrado em Teoria e Composição em 2013 na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) e licenciou-se em Jornalismo Internacional em 1998 pela Escola Superior de Jornalismo do Porto. Atualmente, é doutorando no Programa Doutoral em Música da Universidade de Aveiro com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A sua inclinação para a composição tímbrica levou-o a explorar a Música Eletrónica e a performance com instrumentos aumentados. A sua investigação centra-se em novos instrumentos digitais com controlo gestual para expandir a performance e a composição em tempo real.
As suas colaborações artísticas abrangem diversas áreas, reflectindo o seu interesse em vários géneros musicais, incluindo Jazz, Pop, Música Experimental, Música Improvisada, Música Contemporânea, Música de Palco e Cinema.
Como compositor, arranjador e instrumentista, tem colaborado com uma lista notável de artistas, incluindo Regina Guimarães, António Durães, Rui Reininho, Nuno Markl, Pedro da Silva Martins, João Reis, Ana Deus, Alexandre Soares, Dimitris Andrikopoulos, Pedro Abrunhosa, Sérgio Carolino, Frederic Cardoso, entre outros. Em 2019, iniciou o projeto VIBRA, lançado em 2020, com o objetivo central de integrar a plasticidade dos espaços públicos da cidade do Porto e as suas características acústicas inerentes na composição de peças musicais. Os espaços públicos seleccionados foram encarados, numa perspetiva formal, como instrumentos musicais, contribuindo com as suas idiossincrasias volumétricas e geométricas para a própria composição. O projeto foi gravado em locais de destaque como a Casa da Música no Porto, a Estação de Metro do Marquês, a Fundação de Serralves e o rio subterrâneo 'Rio de Vila'. O projeto foi financiado pela Direção Geral das Artes e pela Câmara Municipal do Porto (Criatório). É artista discográfico e compositor com editoras como a EMI, Sony, BMG, Universal Music. A sua obra é editada pela Manners McDade (Faber Music).



Mafalda Silva sempre foi muito ligada à natureza, respirando a essência de Bustelo, na serra do Marão, desde o
seu nascimento em 1999. Desde cedo, o violino encantou-a com as suas melodias envolventes. Essas
notas eram como fios invisíveis que a conectavam ao mundo além das montanhas levando-a trocar os ares
frescos da sua aldeia pela serenidade da planície alentejana, onde mergulhou na licenciatura em música
que melhor lhe permitiu explorar este instrumento.
Entretanto, sua jornada musical estava longe de terminar. O desejo de criar as suas próprias composições
levou-a a dar mais um passo em direção aos seus sonhos. Atualmente, ela está imersa na licenciatura em
composição, onde tem o privilégio de trabalhar com os professores Sílvio Ferraz e Pedro Amaral.



Tiago Jesus (n. 2002), iniciou os estudos musicais na Academia Musical de Tavira aos 12 anos, concluindo o 8o grau de Piano no Conservatório Regional do Algarve Maria Campina (CRAMC), com a prof. Irene Ainstein. Desde 2021 frequenta a Licenciatura em Música, Variante de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), na classe do prof. João Madureira, do prof. Jaime Reis e atualmente na classe do prof. Luís Tinoco.
Como pianista, conta com participações em diversos festivais como o SIPO 2019 – Semana Internacional de Piano de Óbidos (PT), 41º Festival Internacional de música da Póvoa de Varzim (PT), Imola Summer Piano - Academy and Festival (IT), Milan Piano City Festival (IT), masterclasses com os Professores Artur Pizarro, Manuela Gouveia, Marlies Van Gent, Roberto Giordano, Álvaro Teixeira, Frank Peters, Maria Nemtsova e concertos: Recital - Piano Solo inserido no ciclo Música nas Igrejas, Ermida de S. Sebastião – Tavira (PT), Concerto di giovani musicisti italiani e portoghesi Milão (IT).
Participou também em Masterclasses de composição com Héctor Parra, Valerio Sannicandro, Flo Menezes, Luigi Abbate, Franck Bedrossian, bem como em conferências e seminários de Composição, com Annette Vande Gorne, Jonty Harrison, Bertrand Chavarria-Aldrete, Éric-Maria Couturier.
Em agosto de 2023 participou na IX edição do IWYC 2023 (International Workshop for Young Composers) em Moncalvo, Itália, onde teve uma peça estreada pelo Divertimento Ensemble, bem como Masterclasses com os Compositores Mauro Lanza e Daniele Ghisi. Em outubro de 2023 participou no festival MIXTUR em Barcelona.
Recentemente, em finais de janeiro de 2024, teve a oportunidade de compor e estrear uma Ópera de Câmara em Lisboa e no Porto, em colaboração com a companhia de produção multidisciplinar Inestética.